As definições atuais de violência doméstica incluem todos os atos de abusos físicos, sexuais, psicológicos e económicos perpetrados por um membro da família ou parceiro íntimo. Em termos históricos, a violência doméstica estava associada à violência física. No entanto, termos como "bater na mulher" ou "violência contra a esposa" têm entrado em desuso, uma vez que o fenómeno da violência doméstica também afeta casais solteiros e casais homossexuais, e inclui outro tipo de abusos que não físicos e agressões por parte da mulher.A violência doméstica pode assumir diversas formas, incluindo ameaças ou agressões físicas (bater, pontapear, morder, acorrentar, atirar objetos, choques elétricos, etc.), abusos sexuais, comportamento controlador, intimidação, perseguição contínua, abusos passivos (como negligência) ou privação económica Pode ainda incluir outras formas de abuso, como colocar deliberadamente a pessoa em perigo, coerção, rapto, detenção forçada, invasão de propriedade e assédio.
Uma revisão de 2013 verificou que quanto menor é a igualdade de género entre a população de um país, maior é a prevalência de violência doméstica. A mesma revisão conclui que quando se leva em conta a frequência e gravidade das lesões físicas, a sensação de medo e os problemas psicológicos que decorrem da violência doméstica, as mulheres são as principais vítimas.
A aceitação social e a legislação sobre violência doméstica diferem de país para país. Embora seja crime em maior parte do mundo, tal não acontece países em vias de desenvolvimento. Da mesma forma, enquanto a maior parte da população dos países desenvolvidos não tolera a violência doméstica, em muitas regiões do mundo a violência é aceite, tolerada ou incentivada.
Um dos mais relevantes fatores na origem da violência doméstica é a crença de que o abuso, seja físico ou verbal, é aceitável. Entre outros fatores estão o abuso de substâncias, desemprego, problemas de saúde mental, incapacidade de enfrentar situações, isolamento e excessiva dependência do agressor.
As vítimas das agressões, pelos anos de violência sobre elas exercida, encontram-se incapazes de reagir, sem rumo e resignadas. Para conseguirem enfrentar o Medo, devem libertar-se de todas as emoções de humilhação, mágoa e medo que viveram até ali. Só quando encontram o seu equilíbrio emocional é que conseguem reagir. Este estado é alcançável com o apoio de amigos e da família. Nos casos mais graves, só a psicoterapia pode ajudar.
Os agressores devem procurar também tratamento. O agressor tem um passado que potencia este comportamento, um passado muitas vezes traumático que lhe proporciona baixa autoestima, falta de confiança, agressividade e impulsividade. Só aceitando que está errado e querendo mudar, a psicoterapia pode ser eficaz. Os agressores não são felizes, estão em desequilíbrio emocional, e provocam muito sofrimento ao seu redor.
Este blog foi criado com o objetivo de despertar discussões sobre temas relevantes que merecem nosso olhar. Essa ideia surgiu depois da leitura do livro: Malala, a menina que queria ir a escola, assim como a jovem paquistanesa nós também acreditamos que podemos contribuir para a discussão de um mundo melhor!
quarta-feira, 11 de abril de 2018
As definições atuais de violência doméstica incluem todos os atos de abusos físicos, sexuais, psicológicos e económicos perpetrados por um membro da família ou parceiro íntimo. Em termos históricos, a violência doméstica estava associada à violência física. No entanto, termos como "bater na mulher" ou "violência contra a esposa" têm entrado em desuso, uma vez que o fenómeno da violência doméstica também afeta casais solteiros e casais homossexuais, e inclui outro tipo de abusos que não físicos e agressões por parte da mulher.A violência doméstica pode assumir diversas formas, incluindo ameaças ou agressões físicas (bater, pontapear, morder, acorrentar, atirar objetos, choques elétricos, etc.), abusos sexuais, comportamento controlador, intimidação, perseguição contínua, abusos passivos (como negligência) ou privação económica Pode ainda incluir outras formas de abuso, como colocar deliberadamente a pessoa em perigo, coerção, rapto, detenção forçada, invasão de propriedade e assédio.
Uma revisão de 2013 verificou que quanto menor é a igualdade de género entre a população de um país, maior é a prevalência de violência doméstica. A mesma revisão conclui que quando se leva em conta a frequência e gravidade das lesões físicas, a sensação de medo e os problemas psicológicos que decorrem da violência doméstica, as mulheres são as principais vítimas.
A aceitação social e a legislação sobre violência doméstica diferem de país para país. Embora seja crime em maior parte do mundo, tal não acontece países em vias de desenvolvimento. Da mesma forma, enquanto a maior parte da população dos países desenvolvidos não tolera a violência doméstica, em muitas regiões do mundo a violência é aceite, tolerada ou incentivada.
Um dos mais relevantes fatores na origem da violência doméstica é a crença de que o abuso, seja físico ou verbal, é aceitável. Entre outros fatores estão o abuso de substâncias, desemprego, problemas de saúde mental, incapacidade de enfrentar situações, isolamento e excessiva dependência do agressor.
As vítimas das agressões, pelos anos de violência sobre elas exercida, encontram-se incapazes de reagir, sem rumo e resignadas. Para conseguirem enfrentar o Medo, devem libertar-se de todas as emoções de humilhação, mágoa e medo que viveram até ali. Só quando encontram o seu equilíbrio emocional é que conseguem reagir. Este estado é alcançável com o apoio de amigos e da família. Nos casos mais graves, só a psicoterapia pode ajudar.
Os agressores devem procurar também tratamento. O agressor tem um passado que potencia este comportamento, um passado muitas vezes traumático que lhe proporciona baixa autoestima, falta de confiança, agressividade e impulsividade. Só aceitando que está errado e querendo mudar, a psicoterapia pode ser eficaz. Os agressores não são felizes, estão em desequilíbrio emocional, e provocam muito sofrimento ao seu redor.
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